segunda-feira, 15 de junho de 2009

Estepes

Galera, esse post é do meu blog antigo, publicado originalmente em 02/09/04. Conversei com minha irmã Laura outro mdia e surgiu o assunto, tão edificante. Lembrei, então, desse post e falei que ia republicá-lo. Laura, divirta-se!


Estava eu conversando com uma querida amiga sobre muitas coisas e - como sempre - começamos a falar sobre sexo. E o assunto do momento foi consolos e vibradores. Trocamos experiências, piadinhas e um monte de besteiras sobre esses brinquedinhos estimulantes.
Daí eu acordei no meio da noite passada, não conseguia mais dormir e lembrei do papo, achei legal fazer um post sobre consolos. Aliás, a palavra "consolo" é muito feia para esse brinquedo tão legal.Vibrador eu acho mais apropriado.
O quê? O seu não vibra? Que que tem? Você não vibra com ele? Então: Vibrador.
Além do mais, quem precisa de consolo é alguém muito triste, deprimida, não quem fica sem sexo.

Quando estava no colegial, eu e mais três amigas íamos de vez eem quando no P
onto G para dar uma volta, conhecer as novidades e rir um pouco. Rir sim. Existem apetrechos que são fantásticos. Sabe a boneca inflável? Pois é, tem uma variação interessante: a cabrita inflável. Ou uma vaca. Eu também não tenho muito pudor e sou muito curiosa, por isso levava sempre um acessório esquisito para que o vendedor me explicar como se usa. Na maioria das vezes era algo completamente dispensável, uma peça decorativa. por falar em decoração, as fatasias também chamavam atenção. coelhinhas, vaquinhas, cowboys, dominatrix, presidiário, empregada, enfermeira, lingeries cheias de pompons rosas, cachorros...... uma infinidade de fantasias sexuais "engarrafadas".
Mas o que impressionava mesmo eram os vibradores e as vaginas. Comecemos pela segunda. Réplicas quase idênticas, com pelos, cores, tamanho e opções: com ou sem bunda . Eu não posso falar mais sobre, poque para mim não era uma visão agradável.
Agora os pintos... vou te contar. As mulheres e os gays foram melhores favorecidos. Uma infinidade de modelos, desde os paus do tamanho de um dedo médio até da grossura de um braço forte de homem. Um arraso. Cores, padrões, com luzes, com anexos massageadores, realísticos, de silicone, de borracha, de plástico, de metal, kits com várias capas, com cinto, uma loucura. Mas soube por uma das minhas amigas que esse tipo de diversão é um perigo, além de ser caro: tem que tomar cuidado na hora de comprar para não ter os olhos maiores que a ... enfim.
Num desses passeios, encontramos uma promoção legal. Algemas simples por treze reais. eu e uma das meninas levamos uma cada e as outras, um par cada. Chegamos atrasadas na aula e o professor de física perguntou onde estávamos, mas não respondemos. Ele percebeu a sacola e quis saber o que tinha dentro, encheu o saco. Tadinho, ficou tão sem jeito quando mostramos...
Um tempo depois, um amigo confessou que precisava animar a vida sexual dele e da namorada e eu, idiota, resolvi emprestar a algema.
- Usa, ela vai gostar, vai ser diferente....
Soube que a menina ameaçou bater nele se ele a algemasse e ainda sumiu com minhas algeminhas.... snif...
Uma vez vi uma réplica de um antebraço com um punho fechado enoooorme e fiquei horrorizada.
Contei a uma outra amiga (que é cantora) sobre isso e ela falou que nunca tinha entrado. Eu contei então as maravilhas lá vendidas e ela ficou mais horrorizada do que eu.
- Como pode? que horror! Como alguém pode se submeter a esse tipo de brincadeira?
Um amigo falou brincando, mas em tom sério:
- Por que você não viu um consolo que é dois braços juntos com as mãos espalmadas juntas, daí, quando você enfia, as mãos começam a bater palminha dentro de você.
- MEU DEUS! Isso é a maior violência que eu já ouvi! Que pessoa doente usaria isso?????
Todos que estavam no momento cairam na gargalhada.
E ficou como brincadeira muito tempo: toda vez que ela estava cantando, batíamos palma com os braços juntos olhando para ela, que engasgava e queria nos matar.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Eu hein!

Eu fui à uma entrevista de emprego e teve todo aquelo processo chato, de entrevistas, dinâmicas em grupo, provas.... Dois dias inteiros.  No último, a entrevista foi em grupo e todos falaram um pouco de si e de suas experiências. 

Teve uma persona que deve ter ido lá com o intuito de divertir os espectadores. 

 -Boa tarde, meu nome é Sicrano, nunca trabalhei, só com meu pai que tem um escritório de contabilidade e eu ajudava ele. 
 - Ah, então vc gosta de matemática! Porque vocês vão mexer com muitas faturas! Que bom!- concluiu a entrevistadora.
 - Não. Odeio.
 - ...
 - Mas eu estou escrevendo um livro, e pretendo fazer faculdade de Português, Comunicação ou Medicina.
 - Ah sim, tudo a ver. - ironizou
 - É.
 - ... Certo, então... - meio confusa - E me fala sobre o livro. É ficção, autobiográfico.. Fala um pouco dele.
 - É espírita.
 - Segundo..
 - Segundo o que?
 - Espiritismo segundo Kardec, umbanda...
 - Segundo eu mesmo! Eu ouço umas coisas na minha cabeça e escrevo! É meio que psicografado!
 - ... Éé.. .. mmm... Ok! Obrigada! Próximo por favor.