sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Sonho

Nata morreu. Minha linda, peluda, toda branquinha, com olhos pintados e atentos.

Foi um ano de vida, agitada e cheio de amor, amizade e alegrias.

Deixou seu amigo Odin, companheiro de brincadeiras, passeios ossinhos e sapequices. Os dois juntos eram muito arteiros.

Carinhosa com todos, feminina e de uma meiguice sem fim. Recebia a todos com lambidas, fucinhadas  e um "presente" na boca: poderia ser uma meia suja, um sapato, chinelo, brinquedo... Qualquer coisa que estivesse ao alcance de sua mão.

Nata atraía pessoas 
na rua, conquistava com o olhar. Cães bravos em seus quintais, abaixavam a orelha com ela passava. No Ibirapuera, foi sempre muito bem recebida pelos cachorros e seus donos. Sempre correspondia com muita alegria.

Porquinha, gostava de lama e quando via uma poça, se lambuzava toda, às vezes saindo quase irreconhecível para horror de sua mãe, a Lia. Adorava água também, chuva era sua alegria. Ficava magrelona, com os pelo grudados no corpo e completamente satisfeita.

Minha linda! Minha princesa! Adeus! Leva contigo minha saudade e essas palavras incompreensíveis! De ti levo meias furadas, pêlos brancos nas roupas pretas e a imagem de seus olhos de ressaca.  Sua passagem em nossas vidas foi como um breve sonho bom e reconfortante. 

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