Demorei mas saí da casa dos meus pais. 33 anos. 2 filhos. Após um desentendimento em comum com eles, percebi que já estava crescidinha. De um dia para o outro, fui morar com o Pedro, meu namorado há 8,5 anos. Já era hora também né?
Ouvi histórias de amor e cumplicidade. Um casamento duradouro, com filhos, netos e muita felicidade, lutar juntos por objetivos em comum, apoiar nas horas difíceis, amar na saúde e na doença. São tantas emoções!
Soube de divórcios, fofocas cabeludíssimas, traições, abandonos.
Agora eu ouço o povo falando de fatos palpáveis, reais e me identifico mais.
No curso que participo, outro dia duas amigas estavam falando sobre a convivência com os respectivos maridos e uma comentou que acha muito chato pois quando está de mau humor, o marido fica atrás dela perguntando o que ela tem. Não aguentava-o enchendo dessa forma, perguntando se era com ele, se havia feito alguma coisa... Concluiu que não tinha mais privacidade.
Nesse dia, chegou em casa de cara amarrada, cansada e adivinha? O Pedro ficou perguntando se ele havia feito alguma coisa e o quê que eu tinha.
Semana passada, em um grupo que eu costumo ir, outras mulheres estavam criticando o casamento, pois quando precisavam sair, tinham que explicar detalhadamente aonde iam, com quem e que horas voltavam. E se não voltassem na hora determinada, o celular tocava toda hora.
Parece repetitivo, mas nesse mesmo dia, eu tive que ir a uma reunião de pais do Gabriel e informei que deveria demorar uma hora mais ou menos, mas veja só minha ingenuidade. Reunião de pais tão curta.... Bah. Começou às 20h e terminou depois das 22h. O celular tocou, tocou, tocou.... E eu achei muita graça.
Quem sabe daqui a alguns anos eu me irrite, mas por enquanto eu acho graça. Paparicada.

