Eu resolvi ir ao bar em Santana ver o Reinaldo antes da virada de 99 para 2000, dia 29 de dezembro, quarta feira. Claro que liguei antes para confirmar a não-presença do Marcelo, o ex.
Aliás, vou retroceder um pouco no tempo. Eu e o Marcelo ainda nos cumprimentávamos, falávamos até pelo telefone em meados de dezembro, até que, perto do natal, eu e minha mãe estávamos indo para casa com sacolas e sacolas de compras do mercado municipal, e o ex passou entre mim e ela - até pediu licença! - com a secretina de mão dada, e fingiu que não me viu. Passou e foi. Aquelazinha ainda deu uma espiada de rabo de olho. Fiquei puta da vida e minha mãe, pasma! Foi aí, nesse fatídico momento, que qualquer faisquinha que me fisgava o coração, morreu. Aliás, essa frase ficou legal.
O Reinaldo falou que estaria o Pedrinho, aquele, daquele dia, em setembro. Fui sozinha. Quando entrei, estava o Reinaldo na bateria, Roberto, no violão e voz , Pedrinho no baixo e......... (puta-que-pariu-que-eu-fiz-pra-merecer-essa-merda) Marcelo no teclado???!!???Desde quando ele sabe??? Ele olhou para mim enquanto tocava, abriu um sorrisão e acenou. Retornei com um certo movimento nervoso no lábio e olhei com estupidez para o Reinaldo que fez um sinal com as mãos de que não sabia. Pelo menos o Pedrinho estava lá. Nos intervalos, eles sentavam comigo. Todos. Mas eu me segurei. Fui firme até o final. Quase.
Na hora de ir embora, ficou conversado assim: Eu levaria o Roberto em sua casa perto de Santana mesmo, depois buscaria a Cris na Paulista e iríamos todos ao Bom Motivo, na Vila. O Marcelo pediu carona e falei para ele vir na frente comigo. O Povo estranhou, já que ele era magrinho e nessa divisão, o Roberto e o Reinaldo, bem gordinhos, iriam atrás apertados junto com o Pedrinho.. Mas enfim aceitaram. Eu era a motorista. Quando o carro começou a rodar, eu abri a boca e iniciei um longo monólogo, aos gritos, xingando, acusando e soltando tudo que me engasgava a mais de seis meses. Os três que estavam atrás estavam completamente mudos. Puta situação. Agora eu acho engraçado. Na verdade nem lembro o que falei, para ver a tamanha limpeza na alma que fiz. Só lembro de uns trechos:
Eu – Quem você pensa que é?
Ele – Não, clá, eu...
Eu - Cala A Boca! Quando um burro fala, o outro abaixa a orelha! (eu falei isso, juro.)
Outro trecho:
Ele – Clá, eu juro que não te vi
Eu – Não me viu o caralho!!!!
E por aí vai.
Mas lembro também que durante a briga eu pensava no Pedro, sentado atrás, ouvindo tudo isso, justamente quando eu soube que ele estava divorciado. Na Paulista, peguei a Cris que estava completamente ignorante da situação e convidou o meliante para ir beber conosco. E não é que ele aceitou?? Impressionante. Ele perguntou se podia, eu disse que sim. Não entendi na hora o porquê, mas agora compreendo: depois do desabafo, ele não significava mais nada, se ele fosse ou não, tanto fazia. Mas ainda assim me impressionou a cara de pau. Peroba nele.
O resto da noite foi muito agradável. Na hora da despedida, perguntei discretamente ao Pedro se ele não queria ir ao Frans (café) comigo e a Cris na hora deu um pulo:- Oba, Frans? Vamo todo mundo!
Ai ai. Fomos todos. Quem sabe da próxima vez.
domingo, 16 de agosto de 2009
Continuando a historinha....
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
No início....
Galera, vou postar uma história que comecei no blog anterior e não terminei. Todo dia colocarei um pouquinho para não assustar com tantas letras. Beijos. Eu estava deprimida pois tinha levado um pé na bunda do namorado. Trocada pela secretária, veja só. Clichê. Aliás, comentei o fato com minha ginecologista que informou com toda segurança que iria acabar rápido, caso com secretátia (secretina) é efêmero. Enfim. Saía empurrada pelas amigas, ouvia músicas de dor de corno como "Preciso aprender a ser só", "Inútil paisagem", "insensatez", " pois é", etc. Estava sofrendo com gosto. Sim, é gostoso ser vítima, as atenções caem e recaem sobre si. Sofrimento vicia. Bem, comecemos. Eu fui a um barzinho em Santana onde o ex tocava, mas me certifiquei com os outros músicos que ele não estaria. Eu e a Eli. Minha eterna cunhada, que não justifica aquele dito que se cunhada fosse bom, não começava com cu. Então nós fomos ouvir música gostosa, comer uma picanha fantástica, conversar e beber. No lugar no Marcelo, estava um baixista novinho, miúdo, me encantou. Os olhos levemente puxados, um sorriso encantador e empunhava o baixo de um jeito bem gostoso. Mas era muito novinho, parecia ter uns 19 anos, eu no limiar do 24 anos era velha demais.Comecei a viajar naquele som, a fantasiar, a olhar cada detalhe do baixista. Lembro exatamente o que pensei:"Já pensou se pudéssemos ver nosso futuro? E se eu estivesse olhando agora para o o pai do meu próximo filho?"
O som deu uma pausa e o baterista - Reinaldo - veio sentar conosco. O coitado ouvia meu lamentos pelo telefone. Perguntei quem era esse baixista. Seu nome era Pedrinho, e não lembro como surgiu o papo, mas o Reinaldo comentou sobre os dois filhos dele. Puf. Conscientemente eu bloqueei meu interesse por ele. Casado. Mas, cacete, dois filhos? Naquela idade? Aliás, que porra de idade ele tem? Descartei na hora os 19 anos. Chocantes 32 anos. No fim, fomos apresentados, ofereci carona para a Vila Madalena, aonde ele morava e eu ia passar a noite. Não lembro qual foi a desculpa, mas não aceitou. Acho. Isso foi por volta de setembro de 1999.