domingo, 16 de agosto de 2009

Continuando a historinha....

Eu resolvi ir ao bar em Santana ver o Reinaldo antes da virada de 99 para 2000, dia 29 de dezembro, quarta feira. Claro que liguei antes para confirmar a não-presença do Marcelo, o ex.

Aliás, vou retroceder um pouco no tempo. Eu e o Marcelo ainda nos cumprimentávamos, falávamos até pelo telefone em meados de dezembro, até que, perto do natal, eu e minha mãe estávamos indo para casa com sacolas e sacolas de compras do mercado municipal, e o ex passou entre mim e ela - até pediu licença! - com a secretina de mão dada, e fingiu que não me viu. Passou e foi. Aquelazinha ainda deu uma espiada de rabo de olho. Fiquei puta da vida e minha mãe, pasma! Foi aí, nesse fatídico momento, que qualquer faisquinha que me fisgava o coração, morreu. Aliás, essa frase ficou legal.

O Reinaldo falou que estaria o Pedrinho, aquele, daquele dia, em setembro. Fui sozinha. Quando entrei, estava o Reinaldo na bateria, Roberto, no violão e voz , Pedrinho no baixo e......... (puta-que-pariu-que-eu-fiz-pra-merecer-essa-merda) Marcelo no teclado???!!???Desde quando ele sabe??? Ele olhou para mim enquanto tocava, abriu um sorrisão e acenou. Retornei com um certo movimento nervoso no lábio e olhei com estupidez para o Reinaldo que fez um sinal com as mãos de que não sabia. Pelo menos o Pedrinho estava lá. Nos intervalos, eles sentavam comigo. Todos. Mas eu me segurei. Fui firme até o final. Quase.

Na hora de ir embora, ficou conversado assim: Eu levaria o Roberto em sua casa perto de Santana mesmo, depois buscaria a Cris na Paulista e iríamos todos ao Bom Motivo, na Vila. O Marcelo pediu carona e falei para ele vir na frente comigo. O Povo estranhou, já que ele era magrinho e nessa divisão, o Roberto e o Reinaldo, bem gordinhos, iriam atrás apertados junto com o Pedrinho.. Mas enfim aceitaram. Eu era a motorista. Quando o carro começou a rodar, eu abri a boca e iniciei um longo monólogo, aos gritos, xingando, acusando e soltando tudo que me engasgava a mais de seis meses. Os três que estavam atrás estavam completamente mudos. Puta situação. Agora eu acho engraçado. Na verdade nem lembro o que falei, para ver a tamanha limpeza na alma que fiz. Só lembro de uns trechos:

Eu – Quem você pensa que é?
Ele – Não, clá, eu...
Eu - Cala A Boca! Quando um burro fala, o outro abaixa a orelha! (eu falei isso, juro.)

Outro trecho:
Ele – Clá, eu juro que não te vi
Eu – Não me viu o caralho!!!!

E por aí vai.

Mas lembro também que durante a briga eu pensava no Pedro, sentado atrás, ouvindo tudo isso, justamente quando eu soube que ele estava divorciado. Na Paulista, peguei a Cris que estava completamente ignorante da situação e convidou o meliante para ir beber conosco. E não é que ele aceitou?? Impressionante. Ele perguntou se podia, eu disse que sim. Não entendi na hora o porquê, mas agora compreendo: depois do desabafo, ele não significava mais nada, se ele fosse ou não, tanto fazia. Mas ainda assim me impressionou a cara de pau. Peroba nele.

O resto da noite foi muito agradável. Na hora da despedida, perguntei discretamente ao Pedro se ele não queria ir ao Frans (café) comigo e a Cris na hora deu um pulo:- Oba, Frans? Vamo todo mundo!
Ai ai. Fomos todos. Quem sabe da próxima vez.

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