Num final de tarde de julho/2000, estava eu dentro do carro com meu primo Artur no meio do trânsito em frente à estação Paraíso quando ouço me chamarem do carro ao lado. Era o Roberto, que coincidência. Mais que isso: o Pedrinho estava ao lado. Que sensação boa!
- Oi Clarice! Tudo bom? Lembra do Pedrinho?
Claro que lembrava. A última vez que o vira foi no fim do ano passado, eu havia pegado seu telefone e não tivera coragem de ligar. Minhas amigas insistiram, mas fiquei sem graça, justo eu, que era tão sem vergonha. Seu telefone ainda estava em minha carteira.
Os dois iriam tocar naquela noite em um bar no largo da Ana Rosa. Acho que o nome era “Chopinho”, se não me engano. Claro que fui prestigiar. Eu, Artur, Jana e seu namorado. Foi muito bom, eu e Pedro ficávamos conversando na beira do palco durante os intervalos. Saí de lá com um convite para assistir a um show na próxima terça, na Fiesp, da banda Sossega Leão.
Nem lembro do show direito, estava nas nuvens, aquele calor no corpo, misturado com timidez , ansiedade, não dá pra explicar a sensação de começo de namoro. A gente quer ficar junto, e tudo é atraente: a conversa, o olhar, a risada, os gestos. Acabamos em um Frans Café na Paulista até depois da meia noite. Minha irmã Lia veio me buscar, eu a deixei em casa e levei o Pedro. Claro que ficamos mais umas duas horas papeando e o primeiro beijo, bem suave, gostoso, só foi dado na despedida. 15 de agosto. Mês passado completou 9 anos.
Moramos juntos há 9 meses, cheio de filhos (1 em comum), e continuo apaixonada. Claro que houveram momentos difíceis, mas eu tenho certeza que ainda vai durar muito nossa união. Talvez algumas vidas.
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