sábado, 26 de dezembro de 2009

Vitor e léo

A minha dentista coloca uma tela de LCD na cara dos pacientes, para se distraírem. Para meu filho, desenhos da Disney. Para mim, clipes musicais e shows. Pois bem. Quando eu estava de boca aberta, com aquele sugador de baba, ela coloca um show do Vitor e Léo. Eu estava indefesa, terminando de tratar um canal, tinha meus movimentos limitados. 15 minutos depois, a dentista arregalou os olhos, parou o serviço e perguntou se tava tudo bem, que eu poderia avisar se tivesse doendo. Expliquei que estava tudo bem, daquela forma esquisita, de boca aberta. A minha cara dizia o contrário. Era dor psicológica.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

E afinal...

Num final de tarde de julho/2000, estava eu dentro do carro com meu primo Artur no meio do trânsito em frente à estação Paraíso quando ouço me chamarem do carro ao lado. Era o Roberto, que coincidência. Mais que isso: o Pedrinho estava ao lado. Que sensação boa!

- Oi Clarice! Tudo bom? Lembra do Pedrinho?

Claro que lembrava. A última vez que o vira foi no fim do ano passado, eu havia pegado seu telefone e não tivera coragem de ligar. Minhas amigas insistiram, mas fiquei sem graça, justo eu, que era tão sem vergonha. Seu telefone ainda estava em minha carteira.

Os dois iriam tocar naquela noite em um bar no largo da Ana Rosa. Acho que o nome era “Chopinho”, se não me engano. Claro que fui prestigiar. Eu, Artur, Jana e seu namorado. Foi muito bom, eu e Pedro ficávamos conversando na beira do palco durante os intervalos. Saí de lá com um convite para assistir a um show na próxima terça, na Fiesp, da banda Sossega Leão.

Nem lembro do show direito, estava nas nuvens, aquele calor no corpo, misturado com timidez , ansiedade, não dá pra explicar a sensação de começo de namoro. A gente quer ficar junto, e tudo é atraente: a conversa, o olhar, a risada, os gestos. Acabamos em um Frans Café na Paulista até depois da meia noite. Minha irmã Lia veio me buscar, eu a deixei em casa e levei o Pedro. Claro que ficamos mais umas duas horas papeando e o primeiro beijo, bem suave, gostoso, só foi dado na despedida. 15 de agosto. Mês passado completou 9 anos.

Moramos juntos há 9 meses, cheio de filhos (1 em comum), e continuo apaixonada. Claro que houveram momentos difíceis, mas eu tenho certeza que ainda vai durar muito nossa união. Talvez algumas vidas.

domingo, 16 de agosto de 2009

Continuando a historinha....

Eu resolvi ir ao bar em Santana ver o Reinaldo antes da virada de 99 para 2000, dia 29 de dezembro, quarta feira. Claro que liguei antes para confirmar a não-presença do Marcelo, o ex.

Aliás, vou retroceder um pouco no tempo. Eu e o Marcelo ainda nos cumprimentávamos, falávamos até pelo telefone em meados de dezembro, até que, perto do natal, eu e minha mãe estávamos indo para casa com sacolas e sacolas de compras do mercado municipal, e o ex passou entre mim e ela - até pediu licença! - com a secretina de mão dada, e fingiu que não me viu. Passou e foi. Aquelazinha ainda deu uma espiada de rabo de olho. Fiquei puta da vida e minha mãe, pasma! Foi aí, nesse fatídico momento, que qualquer faisquinha que me fisgava o coração, morreu. Aliás, essa frase ficou legal.

O Reinaldo falou que estaria o Pedrinho, aquele, daquele dia, em setembro. Fui sozinha. Quando entrei, estava o Reinaldo na bateria, Roberto, no violão e voz , Pedrinho no baixo e......... (puta-que-pariu-que-eu-fiz-pra-merecer-essa-merda) Marcelo no teclado???!!???Desde quando ele sabe??? Ele olhou para mim enquanto tocava, abriu um sorrisão e acenou. Retornei com um certo movimento nervoso no lábio e olhei com estupidez para o Reinaldo que fez um sinal com as mãos de que não sabia. Pelo menos o Pedrinho estava lá. Nos intervalos, eles sentavam comigo. Todos. Mas eu me segurei. Fui firme até o final. Quase.

Na hora de ir embora, ficou conversado assim: Eu levaria o Roberto em sua casa perto de Santana mesmo, depois buscaria a Cris na Paulista e iríamos todos ao Bom Motivo, na Vila. O Marcelo pediu carona e falei para ele vir na frente comigo. O Povo estranhou, já que ele era magrinho e nessa divisão, o Roberto e o Reinaldo, bem gordinhos, iriam atrás apertados junto com o Pedrinho.. Mas enfim aceitaram. Eu era a motorista. Quando o carro começou a rodar, eu abri a boca e iniciei um longo monólogo, aos gritos, xingando, acusando e soltando tudo que me engasgava a mais de seis meses. Os três que estavam atrás estavam completamente mudos. Puta situação. Agora eu acho engraçado. Na verdade nem lembro o que falei, para ver a tamanha limpeza na alma que fiz. Só lembro de uns trechos:

Eu – Quem você pensa que é?
Ele – Não, clá, eu...
Eu - Cala A Boca! Quando um burro fala, o outro abaixa a orelha! (eu falei isso, juro.)

Outro trecho:
Ele – Clá, eu juro que não te vi
Eu – Não me viu o caralho!!!!

E por aí vai.

Mas lembro também que durante a briga eu pensava no Pedro, sentado atrás, ouvindo tudo isso, justamente quando eu soube que ele estava divorciado. Na Paulista, peguei a Cris que estava completamente ignorante da situação e convidou o meliante para ir beber conosco. E não é que ele aceitou?? Impressionante. Ele perguntou se podia, eu disse que sim. Não entendi na hora o porquê, mas agora compreendo: depois do desabafo, ele não significava mais nada, se ele fosse ou não, tanto fazia. Mas ainda assim me impressionou a cara de pau. Peroba nele.

O resto da noite foi muito agradável. Na hora da despedida, perguntei discretamente ao Pedro se ele não queria ir ao Frans (café) comigo e a Cris na hora deu um pulo:- Oba, Frans? Vamo todo mundo!
Ai ai. Fomos todos. Quem sabe da próxima vez.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

No início....


Galera, vou postar uma história que comecei no blog anterior e não terminei. Todo dia colocarei um pouquinho para não assustar com tantas letras.


Beijos.




Eu estava deprimida pois tinha levado um pé na bunda do namorado. Trocada pela secretária, veja só. Clichê. Aliás, comentei o fato com minha ginecologista que informou com toda segurança que iria acabar rápido, caso com secretátia (secretina) é efêmero. Enfim. Saía empurrada pelas amigas, ouvia músicas de dor de corno como "Preciso aprender a ser só", "Inútil paisagem", "insensatez", " pois é", etc. Estava sofrendo com gosto. Sim, é gostoso ser vítima, as atenções caem e recaem sobre si. Sofrimento vicia. Bem, comecemos.

Eu fui a um barzinho em Santana onde o ex tocava, mas me certifiquei com os outros músicos que ele não estaria. Eu e a Eli. Minha eterna cunhada, que não justifica aquele dito que se cunhada fosse bom, não começava com cu. Então nós fomos ouvir música gostosa, comer uma picanha fantástica, conversar e beber. No lugar no Marcelo, estava um baixista novinho, miúdo, me encantou. Os olhos levemente puxados, um sorriso encantador e empunhava o baixo de um jeito bem gostoso. Mas era muito novinho, parecia ter uns 19 anos, eu no limiar do 24 anos era velha demais.Comecei a viajar naquele som, a fantasiar, a olhar cada detalhe do baixista. Lembro exatamente o que pensei:"Já pensou se pudéssemos ver nosso futuro? E se eu estivesse olhando agora para o o pai do meu próximo filho?"
O som deu uma pausa e o baterista - Reinaldo - veio sentar conosco. O coitado ouvia meu lamentos pelo telefone. Perguntei quem era esse baixista. Seu nome era Pedrinho, e não lembro como surgiu o papo, mas o Reinaldo comentou sobre os dois filhos dele. Puf. Conscientemente eu bloqueei meu interesse por ele. Casado. Mas, cacete, dois filhos? Naquela idade? Aliás, que porra de idade ele tem? Descartei na hora os 19 anos. Chocantes 32 anos. No fim, fomos apresentados, ofereci carona para a Vila Madalena, aonde ele morava e eu ia passar a noite. Não lembro qual foi a desculpa, mas não aceitou. Acho. Isso foi por volta de setembro de 1999.



segunda-feira, 15 de junho de 2009

Estepes

Galera, esse post é do meu blog antigo, publicado originalmente em 02/09/04. Conversei com minha irmã Laura outro mdia e surgiu o assunto, tão edificante. Lembrei, então, desse post e falei que ia republicá-lo. Laura, divirta-se!


Estava eu conversando com uma querida amiga sobre muitas coisas e - como sempre - começamos a falar sobre sexo. E o assunto do momento foi consolos e vibradores. Trocamos experiências, piadinhas e um monte de besteiras sobre esses brinquedinhos estimulantes.
Daí eu acordei no meio da noite passada, não conseguia mais dormir e lembrei do papo, achei legal fazer um post sobre consolos. Aliás, a palavra "consolo" é muito feia para esse brinquedo tão legal.Vibrador eu acho mais apropriado.
O quê? O seu não vibra? Que que tem? Você não vibra com ele? Então: Vibrador.
Além do mais, quem precisa de consolo é alguém muito triste, deprimida, não quem fica sem sexo.

Quando estava no colegial, eu e mais três amigas íamos de vez eem quando no P
onto G para dar uma volta, conhecer as novidades e rir um pouco. Rir sim. Existem apetrechos que são fantásticos. Sabe a boneca inflável? Pois é, tem uma variação interessante: a cabrita inflável. Ou uma vaca. Eu também não tenho muito pudor e sou muito curiosa, por isso levava sempre um acessório esquisito para que o vendedor me explicar como se usa. Na maioria das vezes era algo completamente dispensável, uma peça decorativa. por falar em decoração, as fatasias também chamavam atenção. coelhinhas, vaquinhas, cowboys, dominatrix, presidiário, empregada, enfermeira, lingeries cheias de pompons rosas, cachorros...... uma infinidade de fantasias sexuais "engarrafadas".
Mas o que impressionava mesmo eram os vibradores e as vaginas. Comecemos pela segunda. Réplicas quase idênticas, com pelos, cores, tamanho e opções: com ou sem bunda . Eu não posso falar mais sobre, poque para mim não era uma visão agradável.
Agora os pintos... vou te contar. As mulheres e os gays foram melhores favorecidos. Uma infinidade de modelos, desde os paus do tamanho de um dedo médio até da grossura de um braço forte de homem. Um arraso. Cores, padrões, com luzes, com anexos massageadores, realísticos, de silicone, de borracha, de plástico, de metal, kits com várias capas, com cinto, uma loucura. Mas soube por uma das minhas amigas que esse tipo de diversão é um perigo, além de ser caro: tem que tomar cuidado na hora de comprar para não ter os olhos maiores que a ... enfim.
Num desses passeios, encontramos uma promoção legal. Algemas simples por treze reais. eu e uma das meninas levamos uma cada e as outras, um par cada. Chegamos atrasadas na aula e o professor de física perguntou onde estávamos, mas não respondemos. Ele percebeu a sacola e quis saber o que tinha dentro, encheu o saco. Tadinho, ficou tão sem jeito quando mostramos...
Um tempo depois, um amigo confessou que precisava animar a vida sexual dele e da namorada e eu, idiota, resolvi emprestar a algema.
- Usa, ela vai gostar, vai ser diferente....
Soube que a menina ameaçou bater nele se ele a algemasse e ainda sumiu com minhas algeminhas.... snif...
Uma vez vi uma réplica de um antebraço com um punho fechado enoooorme e fiquei horrorizada.
Contei a uma outra amiga (que é cantora) sobre isso e ela falou que nunca tinha entrado. Eu contei então as maravilhas lá vendidas e ela ficou mais horrorizada do que eu.
- Como pode? que horror! Como alguém pode se submeter a esse tipo de brincadeira?
Um amigo falou brincando, mas em tom sério:
- Por que você não viu um consolo que é dois braços juntos com as mãos espalmadas juntas, daí, quando você enfia, as mãos começam a bater palminha dentro de você.
- MEU DEUS! Isso é a maior violência que eu já ouvi! Que pessoa doente usaria isso?????
Todos que estavam no momento cairam na gargalhada.
E ficou como brincadeira muito tempo: toda vez que ela estava cantando, batíamos palma com os braços juntos olhando para ela, que engasgava e queria nos matar.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Eu hein!

Eu fui à uma entrevista de emprego e teve todo aquelo processo chato, de entrevistas, dinâmicas em grupo, provas.... Dois dias inteiros.  No último, a entrevista foi em grupo e todos falaram um pouco de si e de suas experiências. 

Teve uma persona que deve ter ido lá com o intuito de divertir os espectadores. 

 -Boa tarde, meu nome é Sicrano, nunca trabalhei, só com meu pai que tem um escritório de contabilidade e eu ajudava ele. 
 - Ah, então vc gosta de matemática! Porque vocês vão mexer com muitas faturas! Que bom!- concluiu a entrevistadora.
 - Não. Odeio.
 - ...
 - Mas eu estou escrevendo um livro, e pretendo fazer faculdade de Português, Comunicação ou Medicina.
 - Ah sim, tudo a ver. - ironizou
 - É.
 - ... Certo, então... - meio confusa - E me fala sobre o livro. É ficção, autobiográfico.. Fala um pouco dele.
 - É espírita.
 - Segundo..
 - Segundo o que?
 - Espiritismo segundo Kardec, umbanda...
 - Segundo eu mesmo! Eu ouço umas coisas na minha cabeça e escrevo! É meio que psicografado!
 - ... Éé.. .. mmm... Ok! Obrigada! Próximo por favor.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

let´s talk?

terça-feira, 26 de maio de 2009

Novo blog!

Galera, Meu blog de commidinhas.

Entrem!!!!!!!

http://comidinhaz.blogspot.com/




E não deixem de clicar nos anúncios!!! Eu ganho uma graninha....

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Não.

Eu estava na sala quando vi o Mateus no quintal bebendo uma água suja de terra que estava dentro de uma pazinha de brinquedo.
Chamei-o para conversar.
- Mateus, você bebeu água suja da pazinha?
- Não.
- Não minta para mim. Você bebeu ou não?
- Não.
- Eu vi você, Mateus. Fala a verdade. Você bebeu?
- ããããã... Não.
- Mateus, olha para mim. Presta atenção. (pausadamente) Eu. Vi. Você. Bebendo. A água suja. Fala a verdade. Você bebeu?
- ssss.... Não.

Respirei fundo, contei internamente até dez.

- Mateus, EU VI VOCÊ BEBENDO!
- Diculpa, mamãe.
- Desculpa por quê?
- Por nada.
- Então por que você pediu desculpas?
- Porque sim.
- Mateus, Pelamordedeus! – parti para auto-humilhação – Eu vi! Não adianta falar não! Fala a verdade!
- Diculpa mamãe.
- Você bebeu a água afinal?
- Sim.

Um coro de anjos surgiu de repente, uma luz branca iluminou o Mateus. Aleluia.



Nota - publicado anteriormente em outro blog.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Mudança de valores

E eu envelheci. Definitivamente.

Fui a um bar ver o Pê tocar e me senti deslocada. As músicas são as mesmas, MPB: Chico, Caetano, Gil, Jorge Bem. As pessoas também continuam as mesmas, só a caarcaça mudou.

Comecei a calcular há quanto tempo que eu curtia essa balada. 10 anos. Na verdade, dez anos foi quando eu parei. Já estava velha, com 23 anos! E os números são cruéis, aumentam a toda hora. Há 18 anos eu ia a um boteco perto de casa chamado Nostravamus e agora eu o encontrei na Vila Madalena! Será o mesmo? Sei lá!

Voltando à balada, vi um carinha bem charmoso, barman do local e o que me chamou atenção nele foi o corte de cabelo. Daí pensei:" Será que esse corte ficaria bem no Gabrielzinho?"
Entendeu??? Terrível! Eu comparei o dito com meu filho!!! Ó mundo cruel!! Mas espere. Fica pior. Não resisti e pedi para tirar uma foto do barman e expliquei que era para dar uma sugestão ao meu filho. Derrota total. Saí de lá com uma bengala e oclinhos meia-lua na ponta do nariz.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A primeira vez.... que eu enchi a cara.

Foi em um reveillon em Recife. Fui à casa da vizinha da vovó, Elbinha . Tinha 13 anos acabados de completar. Tomei uns dois copos de cerveja e falei:
- Não agüento mais.
Alguém respondeu:
- Que é isso! hoje é dia de festa! Toma a saideira!

E assim foi a festa inteira. Sei lá quantas saideiras eu tomei, mas a festa tava animada, muita música , comida... enfim.

Foi a primeira vez também que eu provei sarapatel. A mãe da Elbinha me trouxe um barquete com a iguaria e eu mordi, meio desconfiada pois em Recife há algumas comidinhas muito esquisitas. Depois que eu estava com a boca cheia, perguntei do que era feito. Deveria ter mantido minha boca selada. Miúdos de porco. Cuspi na hora, em um guardanapo.

Fiquei com um cara chamado Edediguinton ou algo parecido, mas no dia não consegui falar o nome de jeito nenhum. Atenção para a idade dele: 24 anos. Foram só uns beijinhos, nada de mão boba, mas pensando nos moldes da sociedade hoje em dia, o cara era pedófilo. E cá entre nós(eu e as moscas): meio ridículo pegar uma menina tão nova né?

É isso. Minha mãe veio me buscar e quase teve que me carregar. No outro dia fiquei com aquela sensação péssima de ressaca. Na boca, um gosto de caranguejo do dia anterior.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Minha primeira vez...

Farei uma série de confissões e histórias das minhas experiências. Algumas talvez sejam bestas e outras nem tanto. Essa semana começo.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Casamento


Demorei mas saí da casa dos meus pais. 33 anos. 2 filhos. Após um desentendimento em comum com eles, percebi que já estava crescidinha. De um dia para o outro, fui morar com o Pedro, meu namorado há 8,5 anos. Já era hora também né?

E desde pequena eu ouço sobre casamentos, véu, grinalda, flor de laranjeira e todo universo florido e romântico dessa união religiosa. Na verdade nunca me interessei muito por isso, sempre achei piegas. 
Ouvi histórias de amor e cumplicidade. Um casamento duradouro, com filhos, netos e muita felicidade, lutar juntos por objetivos em comum, apoiar nas horas difíceis, amar na saúde e na doença. São tantas emoções!
Soube de divórcios, fofocas cabeludíssimas, traições, abandonos.

Agora eu ouço o povo falando de fatos palpáveis, reais e me identifico mais.
No curso que participo, outro dia duas amigas estavam falando sobre a convivência com os respectivos maridos e uma comentou que acha muito chato pois quando está de mau humor, o marido fica atrás dela perguntando o que ela tem. Não aguentava-o enchendo dessa forma, perguntando se era com ele, se havia feito alguma coisa...  Concluiu que não tinha mais privacidade.
Nesse dia, chegou em casa de cara amarrada, cansada  e adivinha? O Pedro ficou perguntando se ele havia feito alguma coisa e o quê que eu tinha.

Semana passada, em um grupo que eu costumo ir, outras mulheres estavam criticando o casamento, pois quando precisavam sair, tinham que explicar detalhadamente aonde iam, com quem e que horas voltavam. E se não voltassem na hora determinada, o celular tocava toda hora.
Parece repetitivo, mas nesse mesmo dia, eu tive que ir a uma reunião de pais do Gabriel e informei que deveria demorar uma hora mais ou menos, mas veja só minha ingenuidade. Reunião de pais tão curta.... Bah. Começou às 20h e terminou depois das 22h. O celular tocou, tocou, tocou.... E eu achei muita graça.

Quem sabe daqui a alguns anos eu me irrite, mas por enquanto eu acho graça. Paparicada.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Guacamole


Vocês conhecem Guacamole?

Gente, é muito bom.  É um patê picante de abacate,  origem mexicana. Peguei essa receita do www.cybercook.com.br mas a foto é minha. É fácil, barato e muito saboroso. Eu troquei a pimenta malagueta pela dedo de moça, que era a que eu tinha. Mas vale à pena fazer. Eu li que o abacate Avocado, aquele de casca grossa, escura e rugosa, é mais adequado pois não solta água.


Ingredientes
1 unidade de abacate
2 dentes de alho amassados
2 unidade de tomate picado, sem pele, sem sementes
1/2 unidade de cebola picada
quanto baste de coentro picado
quanto baste de cebolinha verde picada
quanto baste de pimenta malagueta
4 colheres (sopa) de suco de limão
quanto baste de sal
Modo de preparo
Amasse o abacate, misture os demais ingredientes. Sirva com Doritos ou torradinhas.




terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Meninos

Estava eu sentada na sala silenciosa, bem confortável, fazendo meu crochet quando pensei "Epa. Aonde está o Mateus? que silêncio é esse?"

Chamei pelo meu pequeno e lá está ele, com um cabo de vassoura na mão.
 - Aonde você estava?
 - Lá atrás, mamãe.
 - Fazendo o quê?
 - É que tem uma barata morta lá fora e eu estava batendo nela  - e fez o gesto de socar um pilão com o cabo de vassoura- para sair aquele sanguinho branquinho dela para as formigas comerem. 

Suspirei. Imaginei uma linda menininha de maria-chiquinha falando com aquela vozinha fininha e doce:"mamãe, olha que eu desenhei! uma flor pra você!"
Uma menina, meu Deus. Porque não??????
 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Sonho

Nata morreu. Minha linda, peluda, toda branquinha, com olhos pintados e atentos.

Foi um ano de vida, agitada e cheio de amor, amizade e alegrias.

Deixou seu amigo Odin, companheiro de brincadeiras, passeios ossinhos e sapequices. Os dois juntos eram muito arteiros.

Carinhosa com todos, feminina e de uma meiguice sem fim. Recebia a todos com lambidas, fucinhadas  e um "presente" na boca: poderia ser uma meia suja, um sapato, chinelo, brinquedo... Qualquer coisa que estivesse ao alcance de sua mão.

Nata atraía pessoas 
na rua, conquistava com o olhar. Cães bravos em seus quintais, abaixavam a orelha com ela passava. No Ibirapuera, foi sempre muito bem recebida pelos cachorros e seus donos. Sempre correspondia com muita alegria.

Porquinha, gostava de lama e quando via uma poça, se lambuzava toda, às vezes saindo quase irreconhecível para horror de sua mãe, a Lia. Adorava água também, chuva era sua alegria. Ficava magrelona, com os pelo grudados no corpo e completamente satisfeita.

Minha linda! Minha princesa! Adeus! Leva contigo minha saudade e essas palavras incompreensíveis! De ti levo meias furadas, pêlos brancos nas roupas pretas e a imagem de seus olhos de ressaca.  Sua passagem em nossas vidas foi como um breve sonho bom e reconfortante.